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February 06
Engraçado...todos nascem com uma única certeza na vida: um dia essa casca acaba e o que fica é só nossa alma, ou o que cabe às crenças de cada um...mas, mesmo assim, mesmo sabendo que o fim é certo, todos correm pra ganhar mais dinheiro, se apaixonam, casam, tem filhos, dançam, transam, choram....mesmo sabendo do fim....
Talvez essa visão seja interessante pra os mais realistas (talvez um pouco pessimistas) como eu.....ainda que os fantasmas assombrem os pensamentos....ainda que as certezas mais certas e impiedosas ocupem os pensamentos de relance....ainda que todas histórias pareçam iguais....ainda que pequenos gestos mostrem as grandes ações do futuro (isso às vezes não é bom)....ainda sim....se permita viver....putz!!!!!!!!!!!! Como é díficil.....uma escolha e tanto essa...
Mas há uma frase que diz que é melhor saber o gosto de uma derrota do que nunca ter lutado....num sei, acho que é de Roosevelt....é...exercitando e testando os limites.....sigamos.....
Livia Cavalcanti November 14
Aos 26 anos descubro que tenho TPM. Descubro ainda que em mim essa coisa se manifesta trazendo insegurança e carência. Descobri que ser carente, inseguro, romântico e sensível demais é o inferno dos infernos. Ah, por último, descobri ainda que toda mulher é de fato igual. As feministas que me desculpem! Descobri que achava ser diferente, ser mais fria, mais calculista, mais racional, mas....sou igual! Sou mulher! Descoberta díficil essa....
Livia Cavalcanti September 16
- Eu estou interessado no coração que foi colocado à leilão?
- Moço, desculpe, não vamos mais rifá-lo, o coração já tem um dono!
Livia Cavalcanti September 11 Rifa-se um coração Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...". Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta
August 11
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é 6ªfeira… Quando se vê, passaram 60 anos… Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. seguia sempre, sempre em frente … E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas
Mario Quintana July 31  Nuestra primera intención, Era hacerlo en colores: Una acuarela que
hablara De nuestros amores.
Un colibri polícromo Parado en el
viento, Una canción arcoiris Durando en el tiempo.
El director de
la banda Silbando bajito Pensaba azules y rojos Para el
valsecito.
Pero ustedes saben, señores, Muy bien cómo es esto; No
nos falló la intención, Pero sí el presupuesto...
En blanco y
negro Esta canción Quedó en blanco y negro Con el corazón, En blanco
y negro, Nieve y carbón, En blanco y negro, En technicolor, Pero en
blanco y negro...
Fuimos quitando primero De nuestra paleta Una
mirada turquesa De marco violeta.
Luego el carmín de las
flores Encima del piano, Una caída de sol Cuando empieza el
verano.
Todos los tipos de verde De una enredadera... Ya ni
quedaban coloresa Para las banderas.
Nuestrar intención ya no
fué Más que un viejo recuerdo Y esta canción al final Se quedó en
blanco y negro.
En blanco y negro Esta canción Quedó en blanco y
negro Con el corazón, En blanco y negro, Nieve y carbón, En blanco y
negro, En technicolor, Pero en blanco y negro...
Veja o vídeo da música no Youtube
July 10 Compartilho dessa idéia...Livia CavalcantiNão falo do amor romântico, Aquelas paixões meladas de tristeza e
sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas
pessoas confundem isso com amor. Chamam de amor esse querer escravo, E
pensam que o amor é alguma coisa Que pode ser definida, explicada, entendida,
julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, Antes de
ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor
manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído,
inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade
infinita. O amor é um móbile. Como fotografá-lo? Como
percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e
cansada do amor nos domine? Minha resposta? o amor é o desconhecido. Mesmo
depois de uma vida inteira de amores, O amor será sempre o desconhecido, A
força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que
eu tenho do amor é a de um ser em mutação. O amor quer ser interferido, quer
ser violado, Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor
depende dessa interferência. A morte do amor é quando, diante do seu
labirinto, Decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus
oceanos de mares revoltos e profundos, E nós preferimos o leito de um rio,
com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o amor não podemos
castrá-lo.
O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o
amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele
ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se
mistura com a minha E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu Como se
fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha. como uma aurora colorida
e misteriosa, Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, O amor
grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em
delírio Porque somos o alimento preferido do amor, Se estivermos também a
devorá-lo.
O amor, eu não conheço. E é exatamente por isso que o
desejo e me jogo do seu abismo, Me aventurando ao seu encontro. A vida só
existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é
feita. Ou melhor, só se vive no amor. E a língua do amor é a língua que eu
falo e escuto.
May 27 As pessoas não podem passar incólumes à certas inspirações. Principalmente se elas significam algo para nós...principalmente quando surgem de origem mais que conhecida....só podia deixar o resto pra meu amigo Jean... que consegue transformar tudo em arte...com singeleza e força...que consegue sempre me decifrar...se fosse eu uma esfinge e Jean o responsável por desvendar os mistérios, certamente sairia vencedor....eu jamais teria a opção "devoro-te".
Livia Cavalcanti
Órbita
Se as asas lhe faltam,
será o vôo impossível?
Caberá nas incertezas a esperança?
A vida dentro de
todos os medos
a confrontar-nos
quem é mais forte.
Não serei eu, com certeza.
Apenas sei de mim através
do espelho
e dele, ainda engano Alice.
A ti, amiga, ainda existe o vinho
e haverá a vontade
de reescrever os finais...
Versões de nós.
A mulher astronauta
ama o homem satélite.
O céu ainda existe
independente da
terra que lhe falta.
-- Jean Sartief
May 23

Há de que se ter cuidado com os nomes que damos aos sentimentos. Paixão, amor, carinho, amizade, desejo. Quando uma pessoa sente-se arrebatado por um sentimento que muitas vezes dá o nome de amor deve avaliar e fazer perguntas básicas a si mesmo sobre esse tal sentimento.
Observando esse mundão de deus, analisando as mudanças em pouco espaço de tempo das vidas das pessoas, pude perceber que as pessoas não costumam amar com motivos. Amar alguém deveria estar ligado às qualidades, às trocas, à boa convivência, ao cuidado, ao querer bem, à admiração e principalmente ao respeito entre as diferenças. Mas voltando ao mundão de meu deus, o que vejo por aí são pessoas amando o sentimento de amar. Não importando necessariamente o que aquela pessoa significa para você. Não importando os defeitos e qualidades de quem está ao seu lado e nem que tipo de relação têm. O que importa é ter alguém pra caber nos seus sonhos de não estar só. O que importa é ter alguém que você coloca dentro de seus projetos como se fosse um bonequinho que se encaixasse perfeitamente ao cenário.
O problema é que a vida é real e muitas vezes esse tal “amor” vê-se não correspondido. Aí vem o sentimento de dor, sofrimento, e pensamentos tipo : “oh, como amava aquela pessoa”. Ledo engano! Para ilustrar. Fulaninha “amava” sicrano perdidamente. Sicrano era o homem com quem ela sempre sonhara casar. Sicrano até deu bola por alguns meses, mas logo caiu fora. Fulaninha sofreu horrores e pensou que não ia se curar do “amor” que sentia por sicrano. Fulaninha conhece em pouco tempo beltrano. De repente, como num piscar de olhos, beltrano passa a ser o homem da vida de fulaninha e a troca de anéis foi só uma questão de tempo. E aí? Fulaninha amava sicrano e hoje ama beltrano? Não! Fulaninha ama qualquer um que se encaixe nos seus projetos. Quem estiver disposto ta na vez! Fulaninha é apenas uma ilustração do tipo de pessoa que observo existir por aí aos montes.
É isso que homens e mulheres tem feito por aí. E quando encontramos homens ou mulheres que são seres humanos maravilhosos e essa qualidade nos faz confundir o que os mesmos sentem por nós? Tenho uma amigo que dizia que quando namorava uma moça era um homem com “H” de verdade para ela. Que era um namorado de verdade! Me assustei com aquela revelação e perguntei: mesmo se você não gostar dela? E ele disse: sim! Pasmem! Coitadas das meninas que cruzarem seu caminho! Há muitos desses por aí! Fica a pergunta: pra que ter alguém por ter?
Penso que quando se chega a certo patamar de experiências amorosas fica-se de saco cheio desse mundinho medíocre de gente não instruída para o verdadeiro sentimento de amar. E nós perdidos entre elas. Há lugar para aqueles que sabem o que querem? E será que as que sabem o que querem, o sabem mesmo?
Livia Cavalcanti March 31 Tanta coisa pra dizer....tantos pensamentos criando forma...a cada segundo de um dia....as frases chegam, se formam na mente e são muito coerentes....surge uma alegria boba por conseguir pensar tanta coisa e com tanto sentido....no entanto, o tempo...esse mesmo, ele quem deixa que tudo fique só pra mim...não há tempo pra materializar as maravilhas dos meus pensamentos....e fico por aqui.....em três linhas mal escritas..... Livia Cavalcanti March 14 
Prainha
Mariana Aydar
Composição: Indisponível
Vontade de ir pra i, prainha Vontade de ficar na minha Onde o sol à tardinha se esconde Onde a noite escura nem é Onde o mar vem lavar o meu pé Onde só não me sinto sozinha
Praia aô, biribando sô Vou a sem bando ô É assim que eu me sinto melhor
Praia aô, biribando sou Vou sem bando ô É assim que eu me sinto melhor
Vontade de ir pra i, prainha Vontade de ficar na minha Onde o sol à tardinha se esconde Onde a noite escura nem é Onde o mar vem lavar o meu pé Onde só não me sinto sozinha
Praia aô, biribando sô Vou a sem bando ô É assim que eu me sinto melhor
Praia aô, biribando sou Vou sem bando ô É assim que eu me sinto melhor March 07
Inside Job - Pearl Jam
Underneath this smile lies everything All my hopes and anger, pride and
shame Make myself a pact not to shut doors on the past Just for today I
am free
I will not lose my faith It's an inside job today
I
know this one thing well…
I used to try and kill love. the highest sin
Breathing insecurity out and in
Searching hope, I'm shown the way to
run straight Pursuing the greater way for all human light.
How I
choose to feel is how I am. How I choose to feel is how I am.
I will
not lose my faith It's an inside job today
Holding on, the light of
night On my knees to rise and fix my broken soul Again
Let me
run into the rain To be a human light again
Let me run into the rain
To shine a human light today
Life comes from within your heart and
desire Life comes from within my heart and desire Life comes from within
your heart and desire
Músicas falam por mim... Livia Cavalcanti
March 04
Há muitas palavras vagando na mente nesse exato momento. Todas elas empurram e fazem força no intuito de pular fora da mente (coração). No entanto o que há é cansaço...obviedade...nada a fazer...Olhar para aquele boneca da barbie hoje, ali...em cima daquele sofá....daquelas que apertam e tocam uma musiquinha linda...um sonho! Senti falta de ser criança....senti falta da inocência...da leveza e da simplicidade...já não há mais sonho depois que se passa do 1,50 de altura!
Livia Cavalcanti February 22
Esturpor
esse súbito não ter esse estúpido querer que me leva a duvidar
esse sentir-se cair quando não existe lugar aonde se possa ir
esse pegar ou largar essa poesia vulgar que não me deixa mentir. February 15
"E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa pra mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. [...] no meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheira-la até sentir a vista escura de tanto perfume..."
[Clarice Lispector] January 31
Percebo que não consigo mais controlar meu tempo...precisava de dias com mais de 24h....a velocidade das coisas que acontecem em minha vida, aliada a tudo que gostaria de fazer é quase igual a da luz....às vezes dá medo, às vezes não quero nem pensar....só dói no momento que meu tempo é dado ao pensamento.....sei que já me perdi...quase que totalmente...e não saber o que fazer com isso é angustiante....mais angustiante é ter consciência dos acontecimentos vindouros e ter que se preparar mais uma vez para o de sempre: depois da queda o coice....já dizia Hebert Vianna....
Livia Cavalcanti January 23
Pensar....sentir...refletir em ações....inevitável....
Livia Cavalcanti January 22 Paz não se pede, paz se conquista E não será com guerra pois guerra-santa não existe, não insista Guerra-santa, paz satânica? Acho que não Permita-me lembrar o que disse avatar mais notado da história da nossa esfera: “não sobrará pedra sobre pedra” Pois se querem mesmo a paz, porque as armas continuam a ser fabricadas em massa em nossa era? Tudo nesse mundo é emprestado, não faz sentido algum então ficar apegado, agregado ao que não te leva mais além, não te deixa sossegado Pois se a liberdade hoje se parece com 1 cigarro ou com o carro mais potente do mercado Me desculpe, mas as bolas foram trocadas bem na sua frente E você nem se tocou; pagou, comprou, levou assim mesmo o seu atual presente: felicidade completa como uma boca sem dente, tão libertário quanto uma bola de ferro com corrente algemada aos seus pés. Eu digo: crescimento econômico não gerará paz na terra, já que a estatística do lucro não leva em conta a miséria. Também pudera: Miséria de alma gera miséria humana, nada mais, nada menos que o reflexo da nossa atmosfera interna Supunhetemos, hipotéticamente, então, distribuição ecumênica de renda e informação, os primeiros passos de evolução nesse plano, além de iluminar com sapiência divina parco conhecimento humano Pois nessa época de carro na frente dos bois; supérfulo na frente, necessidade depois Nossa capacidade de enxergar a realidade vale mais do que a riqueza de mil cidades
PRIORIZE AS PRIORIDADES, AMIZADE PRIORIZE AS PRIORIDADES, CUPADI PRIORIZE AS PRIORIDADES, CAMARADAGEM PRIORIZE O QUE FARÁ DIFERENÇA NA SUA PASSAGEM
Somos atores que vestiram a carapuça e se confudiram com seus personagens; auto-sabotagem Esmagamos a nós mesmos com nossa auto-imagem A tal da ego-esclerose como diria o professor Hermógenes Mas veja bem, não tô aqui numa de inquisidor pois como se diz: “Hoje pavão, amanhã espanador” Nos encontramos no mesmo titanic Até o último minuto, você me pede que fique, eu digo que fico, Porém me confudir com um fanático religioso é o mesmo que confudir remédio pra micose com pó-de-mico Osmose é como classifico quase que de vez em sempre o comportamento humano: o que quase todos fazem é o certo, o resto é pura viagem, ledo engano Então é isso: living la vida tosca! No acordo, o chifrudo entra com a pemba, o mundo inteiro entra com a rosca Pede a Deus que te livre das moscas, mas não pensa em nenhum momento em limpar realmente a sua casa; para com esse tipo de atitude eu faço como Tim Maia, o mestre, fazia quando queria passar o lima nos seus shows na gringa: “Send the lima!” Pois nessa época de carro na frente dos bois, o que é necessário não pode ser deixado pra depois Nossa capacidade de enxergar a realidade será nosso passaporte de liberdade (off de babylon)
REFRÃO
Nosso maior inimigo somos nós mesmos Reféns de nossa própria ignorância (ignorância da própria) Orgulho, às vezes o que o espelho mostra é duro de ver Admitir que o que tu critica é bem parecido com você Realidade que choca, mudança de comportamento tão lenta quanto uma tartaruga judoca Corpo sem alma é como um vinil que não toca Na real, a gente é como o sol, não nasce nem morre, só sai do campo de visão normal E como ele, energia eterna, irmão Transição de milênio, reta final 100% Os dias passam na velocidade de 1 pavio de bomba aceso…
January 11
Impossível não registrar certas frases e pensamentos que surgem em meio às situações mais estranhas possíveis....Sono, cansaço, algumas taças de vinho misturados ao período nada frágil e sensível de uma mulher: a TPM...Chegar a se comparar com um ovo me parece meio esquizofrênico...sentir-se sólida por fora, mas quebrável, frágil e mole por dentro não quer dizer que sou um ovo! Nunca gostei muito de lógica....a relatividade e a subjetividade sempre me atraíram mais...
Livia Cavalcanti January 09
Não me parece ser tão fácil escrever em meio a uma onda de normalidade e tranquilidade meio caótica. Se é que essa combinação é possível. É bem mais fácil vomitar palavras quando se está envolto ao caos completo e extremo, quando a instabilidade já é velha amiga. Estranho é achar isso normal. Estranho é achar que a exceção é a regra. Sim, porque a instabilidade sempre foi tão estável que me pareceu por um longo tempo ser a regra, o normal, o usual. Era certo e firme que certos tipos de mudanças não ocorreriam. O pior é que ocorrem! E o torto pode se endireitar. A regra passar a ser a regra e a exceção continuar sendo exceção. E tudo fica tão simples que dá vontade até, de no meio da noite, conversar com Deus e querer agradecer.....
Livia Cavalcanti
December 17
Permita-se....sei que atender a esse imperativo não é das coisas mais fáceis....mas, permita-se...mesmo sabendo que tudo é brincadeira....mesmo sabendo que tudo é um jogo....mesmo sabendo que não há nada de mais profundo a não ser uns poucos olhares e sorrisos trocados....sinta-se bem...permita-se....mas saiba acordar do sonho....saiba levantar da cama, abrir os olhos, espreguiçar bem e lavar o rosto...com uma água bem fria....pra encarar o que é real (quando descobrir como fazer isso de forma direta e objetiva me ensine).
Livia Cavalcanti December 07
Já dizia um poeta " O calor que você me deu mal aquece a ponta dos meus dedos. Quero um fogo alto e violento". Há sentimentos de sobra.....na verdade os sentimentos estão vazando.....para trás, para frente.....por todos os lados.... tenho medo de vazar tudo e ficar vazia.....
Livia Cavalcanti
E...lendo pela INTERNET eis que descubro uma crônica perfeita....com outros lugares, outras pessoas.....mas perfeita....
Fragmentos disso que chamamos de "minha vida".
Há alguns anos. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector "Tentação" na cabeça estonteada de encanto: "Mas ambos estavam comprometidos.
Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania.
Caio Fernando Abreu
December 05
A vida é simples e os fatos são claros....toda complexidade é desculpa de cego que não quer ver....todas as dúvidas são justificativas que arranjamos para nós mesmos pra não aceitarmos a certeza mais certa de todas.....dúvidas na verdade são desculpas de certezas dolorosas.....
Livia Cavalcanti December 02
Para Livia
Segunda-feira é um dia difícil de aturar. Mas aquele 19 de novembro já tinha passado da cota e da conta. Nada mais cabia dentro dele, não naquele expediente. Era hora de ir pra casa e deixar os contratempos repousarem. E foi o que ela fez. Precisava de paz e com urgência. Mas entre a rede armada e o seu desejo de descanso havia uma cidade inteira a percorrer. Por isso, enquanto o uno cortava a longa tira de asfalto, fez o possível pra relaxar. Aproveitou o primeiro sinal vermelho para acender um cigarro. A senhora que estava no carro do lado fez um nítido sinal de desaprovação. Ela, ao ver aquele gesto, preparou uma resposta que chegou até a ponta da língua: Ei, o que me sufoca não é a porra desta fumaça. Ela é o menor dos meus problemas. O que realmente me deixa sem ar é a minha total incapacidade de resolver o que realmente me aflige. Mas as palavras não saíram. Preferiu o silêncio. Afinal, tudo o que ela queria era chegar em casa e armar sua rede na varanda. Sinal verde. Primeira, segunda, terceira marcha. A velocidade era o seu combustível e a música sua grande paixão. Melodias e acordes que a entorpeciam diariamente, sobretudo, no trânsito. Aliviava tensões, segundo sua teoria. Cruzou a prudente com Hendrix e atravessou a Hermes na companhia de Joplin. Quando menos percebeu já estava na 101, dividindo o mesmo refrão com Lenine. Chegou em casa às 20h30. Ligou o chuveiro no máximo como se quisesse lavar e levar para o ralo alguns pensamentos que insistiam em debilitar a sua mente já cansada. Foi um banho demorado, revigorante, salvador. Depois do jantar preparou com carinho o cenário do seu refúgio. Abriu o vinho, armou a rede, apertou o play e diminuiu a luz. E a noite terminou assim... No ritmo do blues, no ranger dos armadores, na esperança por dias melhores.
Marcelo Tavares November 09
Cabia tanta coisa nesse coração que eu não sabia que cabia.... (Geraldo Carvalho)
Rifa-se um coração Rifa-se um coração Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração como poucos. Um coração à moda antiga. Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas. Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu... "...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador... Rifa-se um coração que nunca aprende. Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural. Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros. Esse coração que erra, briga, se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões. Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Este coração tantas vezes incompreendido. Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto. Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes. Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconseqüente. Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado. Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree. Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado. Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina. Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta Clarice Lispector
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